
William Shakespeare
141 páginas
ISBN-13: 978.85.254.0611-8
Preço: R$9,50
Tradução: Millor Fernandes
Começo a duvidar da minha escolha - não da escolha de Shakespeare na minha lista , mas da escolha de ler todos os livros que a Gabi comprou escritos por ele, incluindo as tragédias. Principalmente as tragédias... Sei lá, não estou numa das minhas melhores fases, e tanta morte, traição, desconfiança, intrigas e todas essas coisas que o bardo manipulava com maestria parecem estar me fazendo mais mal do que bem. Mas, enfim, das que me propus a ler, faltam só duas: Otelo e A Tempestade. Se alguém achar que elas são contra-indicadas por serem o ápice das tragédias shakespereanas, por favor, avise!
Vamos a Hamlet, então. Aqui estão algumas das citações mais citadas (que trocadilho infame!) do bardo: "Ser ou não ser, eis a questão", "Há algo de podre no reino da Dinamarca" (que o Millor traduz por Estado da Dinamarca), "Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha a nossa vã filosofia" e "Leviandade, teu nome é mulher".
Alan diz que as tragédias de Shakespeare se resumem a homem ama mulher, mulher ama homem, eles não podem casar, eles se matam. Ou são mortos. Ou algo assim. Eu não chego a tanto, mas vamos tentar: o rei Hamlet é assassinado pelo irmão que casa com a viúva que é mãe do jovem Hamlet que é apaixonado pela bela Ofélia, cujo pai Polônio é contra o romance. O fantasma do rei aparece ao filho exigindo vingança e a partir daí todos morrem, inclusive o irmão de Ofélia que retorna da França para vingar o assassinato do pai e o suicídio da irmã. É claro que eu assassinei o enredo nessa tentativa vã de resumir uma das mais famosas obras de Shakespeare num par de linhas. Mas a estória não é muito diferente - muito mais complexa, mas não tão diferente.
Acho que vou deixar Rei Lear e Macbeth para outra ocasião em que eu esteja melhor.
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